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O Dia do Jogo Justo provocou filas gigantescas nas lojas e derrubou sites de compras on-line no Brasil

Filas gigantescas antes da abertura de lojas, sites de compras on-line que saíram do ar por conta do excesso de tráfego, jogos que acabaram em uma hora. Assim foi o sábado (29), dia escolhido pelo comércio para reduzir pela metade o preço de alguns jogos de videogame.

Chamado de “O Dia do Jogo Justo”, a campanha, que aconteceu na capital paulista e em mais seis cidades, além de trazer jogos muito mais baratos, também teve palestras, apresentações e, claro, games para que os visitantes e entusiastas do projeto pudessem se divertir. Entretanto, os jogadores, fugindo do estereótipo dos “viciados em videogames” utilizado por veículos não-especializados em games, estavam mais preocupados em uma causa: lutar para que o governo baixe os impostos sobre os videogames.

“Os jogos e consoles estão na mesma classificação do que as máquinas de caça-níquel e de videopôquer”, diz o tributarista da associação dos games Acigames, Marcos Chien.

“Nossa meta é enquadrar o videogame nas mesmas tributações que os computadores no país, muito menor, o que certamente irá aumentar as vendas do mercado legal sem prejuízo para o governo”.

A conta de Chien é 20% de imposto de importação, 40% de IPI, 18% de ICMS, mais de 9% de PIS e COFINS. Como a cobrança é em cascata, a carga de impostos chega a 124%.

No Brasil, um game que custa US$ 60 (no caso do Xbox 360 e do PlayStation 3) nos EUA, chega ao país por R$ 100, mas os impostos em cascata elevam este preço para mais de R$ 225. Ainda, muitos dos lançamentos no país custam em média R$ 150 e R$ 200.

No dia da promoção, os jogos “Assassin’s Creed: Brotherhood”, “Castlevania: Lords of Shadow” ou “Pro Evolution Soccer 2011″, que custam R$ 200, foram vendidos por R$ 100. “Vendemos cerca de dois jogos por minuto e isso é um movimento histórico, que comprova que há mercado e que o consumidor também prefere comprar um produto original, com nota fiscal e todas as garantias. Ele só quer é um produto mais barato”, diz Marcos Khalil, sócio fundador da UZ Games. Segundo ele, nas 25 lojas da rede que participaram do Dia do Jogo Justo, foram vendidas 2.500 unidades, dos três jogos que fizeram parte da ação.

“Em uma hora os jogos esgotaram”, disse Gabriel Vonkarajan, franqueado de uma rede de lojas de games sobre a grande procura dos títulos em promoção. “A fila estava muito grande antes de abrirmos nossas portas. O site de uma rede de lojas on-line não aguentou a demanda e caiu, impedindo gamers de comprar pela internet. Era possível comprar apenas um game por pessoa.

Em uma faculdade na cidade de São Paulo, o projeto Jogo Justo realizou palestras e levou games para os visitantes, mas o foco dos gamers era outro. “Acho que o projeto é promissor para a redução de impostos e abrirá portas do Brasil para o mercado de games internacional “, disse Nadia Fornaro, 23 anos, gerente de testes. “O preço [R$ 99] é um preço bom, porque tem que ter imposto, e vale a pena”.

“O sonho de todo o jogador de games do Brasil é ter um game por um bom preço”, diz o analista de sistemas Erich Roveda. “Acredito que o projeto dê certo, pois sua base tem fundamento. Para quem quer trabalhar na área de desenvolvimento de games como eu, é muito importante que dê certo”. O webdesigner Rafael Portes acredita que haverá empresas grandes investindo no Brasil com menos impostos sobre os games. ” Se o governo não investir, será uma burrada”.

Os mais novos também se engajaram ao projeto e à promoção de 50% de desconto nos games. É o caso de Pedro Henrique Lopes, de 11 anos, que foi com o pai, Nilton Lopes, acompanhar as palestras no dia de descontos e que, depois, iriam comprar “Pro Evolution Soccer 2011, um dos games da promoção. “Espero que o Jogo Justo dê certo para eu poder comprar mais jogos, pois está muito caro hoje”, disse o garoto.

Os desenvolvedores de games brasileiros também apostam na redução dos impostos sobre os jogos eletrônicos. “O problema do mercado brasileiro é que o jogo é muito caro, criando a cultura da pirataria, desvalorizando o nosso produto”, afirma o empresário e game designer Andrian Laubisch. “Com preço mais baixo, o público terá uma opinião mais crítica sobre os games, pois poderá comprar mais jogos. Com isso, o público também irá comprar mais games feitos no Brasil”.

Confira a lista de games para o lançamento do Portátil nintendo 3DS no dia 26 de fevereiro

A Nintendo divulgou em um evento realizado entre os dias 8 e 9 de janeiro no Japão a lista de jogos que estarão na lojas japonesas no lançamento do videogame portátil Nintendo 3DS. O aparelho será lançado no dia 26 de fevereiro no país.

Entre os títulos do portátil de duas telas que apresenta imagens em 3D sem a necessidade de óculos especiais, os destaques são “Nintendogs & Cats”, game em que o jogador se torna o dono de um cão ou um gato, o sucesso dos games de luta “Super Street Fighter IV 3D Edition” e o jogo de futebol “Winning Eleven 3DSoccer”, franquia que no Ocidente se chama “Pro Evolution Soccer”. Cada game custará, em média, 5 mil ienes (cerca de US$ 60).

Nos Estados Unidos, a Nintendo irá revelar data de lançamento, preço do aparelho e dos jogos do Nintendo 3DS no dia 19 de janeiro em evento que será realizado em Nova York.

Confira a lista de jogos do lançamento japonês do Nintendo 3DS:

– “Nintendogs & Cats”, da Nintendo;

– “Super Street Fighter IV 3D Edition”, da Capcom;

– “Professor Layton And The Miracle Mask”, da Level 5;

– “Ridge Racer 3D”, da Namco Bandai;

– “Winning Eleven 3DSoccer”, da Konami;

– “Samurai Warriors Chronicle”, da Tecmo;

– “Combat of Giants Dinosaur 3D”, da Ubisoft;

– “Puzzle Bobble 3D”, da Square-Enix.

A gigante do mundo dos games Blizzard Entertainment e a sua trajetória de premios e sucesso

Uma gigante do entretenimento digital, é assim que a Blizzard pode ser definida. A empresa responsável por diversos clássicos como Diablo, Warcraft, Starcraft e claro, o fenômeno online World of Warcraft.
A história da Blizzard começou oficialmente em 1994, porém precisamos olhar alguns anos antes para chegar a verdadeira origem.

O início


Era 1991, quando os recém formados Allen Adham, Michael Morhaime e Frank Pearce resolveram que era hora de criar sua própria empresa para desenvolvimento de games. Assim surgiu a Silicon & Synapse em Fevereiro de 1991 sediada na cidade de Irvine na Califórnia. Empresa essa que iria revolucionar diversas vezes a industria.
Inicialmente a S&S era uma mera empresa de conversão de jogos entre sistemas operacionais e seu principal cliente era a já grande Interplay. A experiencia obtida dessa parceria permitiu que já em 1991 a jovem empresa desse inicio aos seus dois primeiros projetos próprios: The Lost Vikings(1992) e Rock n’ Roll Racing (1993). Os jogos foram desenvolvidos em simultâneo para SNES e Mega Drive, tendo levado cerca de dois anos até serem lançados.
Os jovens empresários estimavam que seus dois jogos juntos venderiam cerca de 60 mil cópias, porém para a surpresa de todos os números foram quatro vezes maiores. Isso levou a Silicon & Synapse a receber o prêmio de melhor produtora de software do ano de 1993.

A era de Ouro


Com o prêmio de melhor produtora a Silicon & Synapse começou a chamar a atenção da industria e a empresa acabou sendo adquirida pela Davidson & Associates, que até então era uma empresa focada em jogos infantis. No mesmo ano mudam o nome para Chaos Studios, porém problemas legais fizeram o nome Blizzard Entertaiment ser adotado em definitivo.
Com o aporte do capital da Davidson & Associates a empresa pode dar continuidade ao desenvolvimento de Warcraft, que esteve ameaçado por diversas vezes ao longo do ano anterior. Em 1994 o game é lançado para PCs e recebe criticas excelentes da imprensa especializada, o que contribui para que mais de 100 mil cópias sejam vendidas.
Em 1995 a sequencia Warcraft II é lançada, alcançando a marca de dois milhões de cópias vendidas em apenas um ano. A Blizzard tinha entrado para o grupo das grandes desenvolvedoras de games.

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