A 124ª edição do UFC aconteceu no Bell Centre, Montreal, Canadá e foi marcada por excelentes lutas, o ultimo evento do ano de 2010 bateu o recorde de público e renda do UFC, com mais de 24 mil pessoas, com uma bilheteria de R$8,5 milhões.
O UFC demonstra novamente que o MMA é o esporte que mais cresce no Planeta.
Confira os resultados completos do UFC 124
- Georges St.Pierre venceu Josh Koscheck por decisão unânime dos jurados;
- Stefan Struve nocauteou da montada com socos Sean McCorkle no 1º round;
- Jim Miller finalizou Charles do Bronx Oliveira com uma chave de joelho reta no 1 round;
- Mac Danzig nocauteou Joe Stevenson com um cruzado de esquerda no 1º round;
- Thiago “Pitbul” Alves venceu John Howard por decisão unânime dos jurados;
Card Preliminar
- Dan Miller venceu Joe Doerksen por decisão dividida dos jurados;
- Mark Bocek finalizou Dustin Hazelett com um triângulo no 1º round;
- Jesse Bongfeldt vs. Rafael “Sapo” Natal foi declarado empate;
- Sean Pierson venceu Matthew Riddle por decisão unãnime dos jurados;
- Ricardo “Cachorrão” Almeida venceu T.J. Grant por decisão unãnime dos jurados;
- John Makdessi venceu Pat Audinwood por decisão unânime dos jurados.
Demian Maia começou a envolver-se com artes marciais muito cedo. Aos quatro anos de idade já demonstrava seu interesse por lutas. Seu primeiro contato com os tatames ocorreu quando começou a fazer judô, esporte que praticou até os seis anos. Dos 12 aos 19 anos treinou kung-fú e karatê. Foi quando conheceu a arte marcial que viria a escolher como sua profissão: o jiu-jitsu. Paralelamente à faculdade de jornalismo (Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero), Demian dedicou-se intensamente ao jiu-jitsu, chegando a treinar duas a três vezes ao dia, diariamente. Formou-se na faculdade em 2001, ganhando a faixa preta em dezembro do mesmo ano.
No início, o atleta esteve um ano aprendendo com o professor Fábio Araújo (que era faixa marrom da escola Carlson Gracie). Depois, decidiu profissionalizar-se e procurou a academia do professor Fábio Gurgel, um dos maiores ícones do jiu-jitsu, onde permaneceu até a faixa preta. Do primeiro dia de treino até o recebimento da faixa preta foram 4 anos e 7 meses, tempo recorde para os padrões da época, no Brasil.
Mesmo antes da faixa preta, Demian já brilhava entre os melhores lutadores de sua categoria, ganhando 5 títulos mundiais, brasileiros e paulistas. Ainda faixa marrom, iniciou sua carreira de vale-Tudo, vencendo em menos de um minuto seu oponente, no torneio Tormenta em el Ring, na Venezuela, em 2001.
Como faixa preta ostenta como principais títulos o de Campeão da Copa do Mundo da categoria absoluto (sem limite de peso) de 2002 e 2003, o de Campeão da Copa do Mundo 2005, vencendo na final o fenômeno Ronaldo Jacaré, considerado o melhor lutador de jiu-jitsu do mundo em 2005. Foi campeão do ADCC 2007 e vice-campeão do ADCC 2005, o maior torneio de luta agarrada do mundo. Para lutar o ADCC 2005 passou por duas seletivas nacionais, seis semanas após uma cirurgia no joelho, vencendo nomes consagrados, como Bráulio Estima, Fernando Margarida entre outros.
Sagrou-se campeão pan-americano em 2006 (depois do vice-campeonato pan americano em 2005) e vice-campeão brasileiro absoluto em 2006. É o único tri campeão paulista absoluto faixa preta (2003, 2004, 2006), além de ter ganho, também, na sua categoria de peso, nos Paulistas de 2002 e 2004.
No Vale Tudo, depois da vitória da Venezuela em 2001, esteve mais 11 vezes nos ringues. Em 2005 foi campeão do evento The Cage 4 realizado em Helsinke, na Finlândia. Em 2006 venceu o torneio Super Challenge maior evento de vale tudo já realizado no Brasil , ganhando 3 lutas na mesma noite.
No momento, o professor e atleta Demian Maia se dedica à carreira de Vale-Tudo, sendo profissional do Ultimate Fight Championship, além de dar aulas particulares e coletivas em sua academia. Também ministra seminários pelo mundo, levando a arte do jiu-jitsu brasileiro e difundindo a cultura brasileira em outras terras, como Japão, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Venezuela, EUA, Inglaterra e Canadá.
Depois de ser 5 vezes campeão mundial de jiu-jitsu, ficou invicto por 11 lutas no MMA. Seu record é de 12-1. Um dos melhores atletas da categoria Middleweight na atualidade, Demian Maia, segue escrevendo sua história no mundo das artes marciais, sendo considerado o maior representante do Jiu Jitsu Brasileiro. Em sete lutas no UFC, maior evento do mundo, Demian finalizou cinco oponentes e é o único lutador a faturar quatro vezes o bônus de melhor finalização do evento. Um record na história do MMA.
Entrevista
Como foi sua entrada no MMA? Foi uma transição natural do jiu jitsu?
Eu sempre fiz lutas. Praticava judô quando era criança, fiz karatê, kung fu e jiu jitsu com 19 anos. Aí eu fui ganhando títulos. Nunca fui uma pessoa violenta, mas, como gosto de me testar, fui descobrir o vale tudo. Vi meu primeiro vale-tudo em 91, 92, no Ibirapuera, com pessoas como Ralf, Renzo (Gracie) e Marcelo Bering. Aí pensei “quero fazer isso, quero me testar nisso”, desde aquela época. Desde a faixa branca, eu já queria fazer vale-tudo. Na minha primeira luta profissional, eu tinha 23 anos. Depois, passei vários anos só lutando jiu jitsu, e só fui voltar a lutar em 2005, quando competi em Abu Dhabi, em jiu jitsu sem kimono. Em 2005, também ganhei um vale-tudo na Finlândia. Em 2007, lutei meu primeiro vale-tudo nos EUA, o Gracie Fighting, duas semanas depois de Abu Dhabi. Apesar de ter acabado de sair de uma luta, era uma oportunidade boa, uma bolsa boa e uma chance de ingressar no mercado norte-americano, então arrisquei.
Você tem um ídolo no esporte?
Meu ídolo é Rickson Gracie, mas também existem duas estrelas do Brasil, muito carismáticas, que abriram as portas para todos agora: o Minotauro e o Wanderlei Silva. São duas pessoas que admiro muito.
E a má fama dos lutadores, tem justificativa?
Não tem nenhum lutador ruim fora do ringue. O problema é que, no exterior, tem muito a mídia em cima o tempo todo. Se a pessoa não tiver cabeça boa, fica “se achando”. Lá fora ou no Japão, quando tem evento, até eu, quando estou para lutar, não consigo passar no hotel! Nos dia da pesagem e da luta, o lutador tem que botar capuz no lobby do hotel, porque, se alguém descobre, pára todo mundo. Esse assédio todo acaba deixando a pessoa meio arrogante se ela tiver a cabeça fraca. Mas agressividade? Esse tipo de coisa eu não conheço.
Como você se prepara para as lutas?
Demian Maia: A grosso modo, posso definir que no início da preparação faço treinos longos não muito intensos e conforme a luta se aproxima os treinos ficam mais curtos e intensos. Tem um ciclo de três meses com 2 a 3 treinos diários, priorizando o jiu-jitsu e o boxe.
Quem são os seus treinadores?
Demian Maia: Faço minha preparação física com o Rafael Alejarra nos Estados Unidos e com o Diego Andriello aqui no Brasil. Boxe com o André Lopes em São Paulo e com o Dórea, ex-treinador do Popó, na Bahia. Também treino Muay Tai com o Anderson da Roney Alex, e meu carro chefe, o jiu-jitsu, faço aqui na academia com o Wagner Mota. Ele tem grande importância em lapidar minhas posições no chão, inclusive eu fiquei alguns anos sem treinador e agora sinto grande evolução no treinamento.
E você também faz parte da preparação fora do país, certo?
Demian Maia: Eu vou, normalmente, faltando duas semanas para os Estados Unidos treinar com o Alejarra, aproveito e treino com amigos como o Wanderlei Silva. Desta última vez treinei com o Saulo Ribeiro, com o Xande, Minotauro e com o Álvaro Romano também, que me ajudou muito para minha última luta.
Você é o único paulista que treina em São Paulo que figura entre os tops em alguma categoria do UFC. Como são seus treinos aqui? A cidade oferece qualidade de treinamento suficiente?
Demian Maia: Aqui eu tenho treinos excelentes. Não penso em sair daqui. Treino com um pessoal muito bom na academia do Eduardo Telles, como Fábio Negão e Cláudio Godói. Tem um potencial muito bom, talvez falte o pessoal daqui se unir mais e treinar cada vez mais juntos para fortalecer. É isso que estamos fazendo lá na academia do Telles.
Então você não pensa em morar definitivamente fora do país?
Demian Maia: Eu não gosto de treinar fora. Me sinto bem melhor aqui. Lá se ganha mais dinheiro com patrocínios e em promoções de eventos, é mais fácil por que está tudo ali perto, mas troco esse dinheiro para morar onde me sinto melhor.
parabéns pela realização de um sonho de lutar pelo cinturão. O que espera dessa disputa de cinturão?Já pensou em como vencer Anderson Silva? Demian Maia: Eu ainda não consegui pensar [em como bater Anderson Silva, ainda invicto no UFC]. A ficha ainda nem caiu. Estou muito feliz de ter recebido o convite e agora é trabalhar muito. É a chance que você não pode largar nunca. São oito semanas de treinamento a partir desta segunda-feira. Agora, é começar um treino leve. O maior problema seria se eu tivesse parado totalmente, mas como eu venho de um ritmo bom não vejo problemas.
E qual é o sentimento de ter sido escolhido para essa chance?
Foi um sonho. Eu sempre quis lutar pelo título. E a disputa chegou num bom momento. Talvez um ano atrás eu fosse menos experiente, mas agora passei por lutas importantes. A chance veio na hora certa.
E a estratégia, já tem uma?
No mundo da luta, a gente até bola estratégia, mas, na verdade, na hora são dois organismos vivos que mudam o tempo todo. Tudo muda. Ou seja, a estratégia é uma linha de planejamento muito variável.
Você é apontado como o dono do melhor jiu-jitsu do MMA. Qual o seu diferencial?
Demian Maia: É uma honra pensarem assim de mim. Olha, meu carro chefe sempre foi o jiu-jitsu e desde que comecei a treinar já pensava em lutar MMA, então minha mente e meu estilo são voltados para defesa pessoal, de maneira efetiva.
Apesar disso, na sua última luta, contra o Dan Miller, você priorizou a luta em pé. Qual o motivo?
Demian Maia: Essa foi a luta mais importante da minha vida. Eu precisava mostrar para mim mesmo que eu podia lutar em pé. Foi a primeira vez que lutei três rounds, foi um grande amadurecimento para mim. Troquei com um lutador experiente e não me arrisquei.
Você continua dando aulas de jiu-jitsu?
Demian Maia: Não, parei faz quase um ano. Agora eu me dedico a treinar e, em períodos de descanso, dar seminários.
Hoje você já é uma realidade. É reconhecido e está a dois meses de um sonho. Mas e o seu início? Como foi?
Demian Maia: Olha, acho que nunca disse isso em entrevistas, mas a primeira luta que fiz foi em 96, em Bertioga. Nem fazia jiu-jitsu, só treinava com amigos. Treinava Kung Fu desde criança e resolvi participar, mas nem coloca esta luta no meu cartel. Era um evento muito amador, sem luva, valia cabeçada…
E pensando no futuro. Atletas de alto rendimento têm uma “vida curta” no esporte. Você já se prepara para isso? Como investe o dinheiro das lutas?
Demian Maia: Então, eu não penso em aposentadoria ainda. Não me ponho limite por que isso restringe o atleta. Na luta, o atleta se torna campeão mais velho, faz parte do amadurecimento psicológico. Por isso eu pretendo lutar até uns 40 anos. Sobre investir? Tem que saber como investir o que ganha. Imóveis, terrenos…
Lá fora vocês são astros. Aqui, nem tanto. Mas isso está mudando. Como você vê o crescimento do esporte no Brasil?
Demian Maia: No Brasil está aumentando. Lá fora já tem muita visibilidade, mas aqui está começando a atingir um público não especializado. Isso tem a ver com a transmissão em TV aberta. Depois que a RedeTV começou a passar algumas lutas a visibilidade dos lutadores aumentou bastante aqui. É bacana. Nos Estados Unidos, por exemplo, os atletas são ídolos, inclusive é meio sufocante. O cara não pode fazer nada errado, tem sempre alguém em cima.
Por essa falta de reconhecimento, dá pra curtir bem uma vida particular, então?
Demian Maia: Sim, gosto deste meio termo. No tempo livre, gosto de andar com meus cachorros, sair com meus amigos da faculdade e fazer algum programa ligado à natureza; sítio, fazenda, pegar onda.
Como você soube que iria disputar o cinturão?
Fiquei sabendo na sexta, antes de anunciarem. Meu empresário ligou e perguntou se eu queria lutar. Aí disse que claro que lutaria, com certeza. Isso foi no começo de noite da sexta, e eu só não podia falar pra ninguém até anunciarem. No mesmo dia, anunciaram oficialmente.
Alguns dias antes, nós tínhamos conversado e você não tinha previsão de lutar pelo cinturão. Você ficou surpreso?
Eu estava esperando convite quando ganhei do Chael Sonnen no ano passado. Aí, achei que ia vir, tava esperando, mas lese falaram que ainda não sabiam, porque ia depender da luta entre o Anderson e o Thales Leites. Como a luta foi meio morna, acabaram me colocando contra o Nate, que foi quando eu perdi. Para a disputa do cinturão, o Vítor Belfort se machucou e Sonnen era a segunda opção deles, mas ele tava machucado por causa da última luta, então eu era próxima opção. Foi um pouco surpreendente.
Com quem você vai treinar? Vai treinar com o Dórea de novo?
Vou também, ele será um dos técnicos. Vou treinar com todo mundo que possa ajudar, só não vou treinar com Minotauro e Minotouro porque eles também são muito amigos do Anderson e seria uma situação difícil pra eles. Não quero colocá-los em uma posição delicada, vou treinar com profissionalismo.
A sua última luta, contra o Dan Miller, foi uma surpresa para todos. Você trocou muito, fez ground and pound, e parecia bem confortável. Era parte da sua estratégia, ficar na trocação?
Foi ao mesmo tempo uma estratégia, e ao mesmo tempo força das circunstâncias. Eu pensei fazer uma luta menos agressiva, mais estratégica, porque quero testar a paciência de buscar a hora certa, não só ir pra cima pra acabar a luta logo. O lutador tem que ter dois tipos de jogo. Eu me senti bem em pé e fiz um boxe mais defensivo, como o do Lyoto Machida. Como estava me sentindo seguro, botei ele pra baixo. Como ele ficou em pé, não fiquei me matando para botar ele embaixo e decidi arriscar um pouquinho. Consegui acertar um bons socos e pensei “no terceiro round, vou garantir e botar pra baixo e, se der espaço, vou finalizar”. Acho que valeu a pena, porque foi uma experiência pela qual eu precisava passar.
Qual foi a importância dessa luta pra sua carreira?
Apesar de não ter sido “exciting”, foi muito importante. Quero ser campeão do peso, tenho que me testar de tudo quanto é maneira. Desta vez, deu certo, joguei na segurança, e, pela primeira vez, ganhei uma luta por pontos. Foi uma evolução, porque eu não tinha essa segurança. Agora eu consigo me virar em pé sem me arriscar tanto, lutar numa distância. Foi impagável no sentido de experiência pessoal de luta.
Você acha que a vitória te redimiu após a derrota para o Nate Marquardt?
Redimiu, sim. Mas, na verdade, eu não tinha nada a provar. Vinha de onze vitórias e uma derrota, vim para fazer mais uma luta. Graças a deus, fui campeão, e sempre ganhei muito mais do que perdi.
Como foi o seu treinamento para essa luta?
Eu conversei com o Minotauro e pensei “po, tenho vontade de treinar luta olímpica e boxe em Cuba”. Ele falou que ia me levar, mas, na última hora, não deu pra ir e eu fui para a Bahia. Fiquei duas semanas direto e quase um mês e meio indo e voltando de lá. Foi excelente, valeu pela imersão. É como aprender uma língua, sabe? Lá era só boxe, só com boxeador, e ainda com a Champion, a melhor equipe do Brasil. Para mim, ajudou muito.
Nós temos dois campeões brasileiros no UFC e vários nos maiores rankings mundiais, mas ainda assim o esporte não é tão difundido no Brasil. Como você avalia esse crescimento?
No Brasil, a gente tem complexo de vira-lata. Tudo que é nosso não tem valor, o negócio são os gringos. A gente criou o jiu jitsu brasileiro, todos são brasileiros, mas ninguém “tá nem aí”. Jiu jitsu não tem cobertura nenhuma. Agora está começando a aparecer, porque está dando um dinheiro, e está começando a ser visto. Nos EUA, a cultura do esporte é muito mais forte que aqui. Aqui, você abre o caderno de esporte é só futebol. Não tem cultura de esporte, a pessoa não aprende a gostar de outras coisas. Apesar do pessoal relacionar muito com a violência, acho que está saindo esse estigma. Inclusive, eu acho que vale-tudo ainda não explodiu aqui, menos por causa da violência, mas mais por causa da cultura de esporte. Um exemplo é o vôlei, que não tem violência nenhuma, mas pouca gente assiste.
Agora, os duelos brazucas: quem você acha que vai vencer a revanche entre Lyoto e Shogun?
Vai depender de quem fez a reformulação melhor, vai depender de quem percebeu melhor os erros, quem teve mais a sensibilidade treinar em cima disso. É difícil por causa disso, não dá pra saber quem percebeu mais no último confronto.
Cartel e títulos no MMA e no BJJ
MMA – Mixed Martial Arts (12-1) UFC (6-1)
DEMIAN MAIA NO MMA
Lutas no MMA
Resultado
Oponente
Método
Evento
Data
Assalto
Tempo
Localidade
Notas
Anderson Silva
UFC 112: Invincible
10/04/2010
Abu Dhabi
Pelo Cinturão Peso-Médio do UFC.
Vitória
Dan Miller
Decisão Unânime do júri
UFC 109: Relentless
6/02/2010
3
5:00
Las Vegas, Nevada, US
Derrota
Nate Marquardt
Nocaute (Soco)
UFC 102: Couture vs. Nogueira
29/08/2009
1
0:21
Portland, Oregon, Estados Unidos
Vitória
Chael Sonnen
Finalização (Triângulo)
UFC 95: Sanchez vs. Stevenson
21/02/2009
1
2:37
Londres, Inglaterra
Foi a finalização da noite
Vitória
Nate Quarry
Finalização (Mata-Leão)
UFC 91: Couture vs Lesnar
15/11/2008
1
2:44
Las Vegas, EUA
Vitória
Jason MacDonald
Finalizão (Mata-Leão)
UFC 87: Seek and Destroy
9/08/2008
3
2:44
Minneapolis, EUA
Foi a finalização da noite
Vitória
Ed Herman
Finalização (Triângulo)
UFC 83: Serra vs. Pierre 2
19/04/2008
2
2:27
Montreal, Canadá
Foi a finalização da noite
Vitória
Ryan Jensen
Finalização (Mata-Leão)
UFC 77: Hostile Territory
20/10/2007
1
2:40
Cincinnati, EUA
Foi a finalização da noite
Vitória
Ryan Stout
Nocaute técnico
GFC – Evolution
19/05/2007
1
1:59
Columbus, EUA
Vitória
Fabio Negão
Finalização (Guilhotina)
Super Challenge 1
7/10/2006
1
0:38
Rio de Janeiro, Brasil
Vitória
Gustavo Machado
Decisão Unânime do júri
Super Challenge 1
7/10/2006
2
5:00
Rio de Janeiro, Brasil
Vitória
Vitelmo Kubis Bandeira
Finalização
Super Challenge 1
7/11/2006
1
3:31
Rio de Janeiro, Brasil
Vitória
Lukas Chlewicki
Finalização (Armlock)
The Cage – Volume 4
3/12/2005
1
4:22
Helsinque, Finlandia
Vitória
Raul Sosa
TKO
Tormenta En El Ring
21/9/2001
1
0:48
Caracas, Venezuela
DEMIAN MAIA NO JIU JITSU
Títulos Mundiais
5x Campeão Mundial
black, medium-heavy CBJJO 2005
black, absolute CBJJO by 2003
black, absolute CBJJO by 2002
black, medium-heavy CBJJO by 2002
brown, medium-heavy CBJJ by 2001
purple, medium-heavy CBJJ by 2000
Pan American champion 2006 – black, medium heavy – CBJJ
Vice Pan-American Champion 2005 – black, medium-heavy – CBJJ
North American champion in Jiu-Jitsu 2005 – black, absolute
North American champion in Jiu-Jitsu 2005 – black, medium-heavy
Placed 3rd World 2005 – black, medium-heavy – CBJJ
Vice World Champion 1999 – blue, medium – CBJJ Títulos Brasileiros
Brazilian champion 2001 – brown, medium-heavy – CBJJ
Brazilian Vice Champion 2006 – black, Absolute – CBJJ
3rd placed in the Campeonato Brasileiro 2006 – black, medium-heavy – CBJJ
4x Champion Brazilian Teams
brown / black, heavy CBJJ 2003
brown / black, heavy CBJJO 2002
brown / black, heavy CBJJ 2001
purple, heavy CBJJ 2000
7x Campeão Paulista
black, absolute 2006
black, absolute 2004
black, medium-heavy 2004
black, absolute 2003
black, medium-heavy 2002
Brown, absolute 2001
brown, medium-heavy 2001
purple, absolute 2000
purple, medium-heavy 2000
blue, medium 1999 JIUJITSU sem KIMONO (submission wrestling)
Champion ADCC 2007 – category up to 88 kg
Vice Champion ADCC 2005 – up to 88 kg category
Selective champion of the Brazilian ADCC 2005 to 2004 – up to 88 kg category.
Winner of NAGA Miami 2006 – up to 86kg category and absolute
Winner of 1st Tournament Banescamp of Submission – 2004 – up to 90 kg category
Winner of Circuit Submission Fight 2002 – Professional Category (Winner of 1st and 2nd stages – absolute category)
Winner of Stage 1 of Circle Submission Fight 2001 – Advanced up to 85 kg Category OUTROS TÍTULOS
Faixa Preta
Champion 1º desafio Black Belt de Jiu-Jitsu
Champion 1º Luta Casada de Jiu-Jitsu
Brazilian Championship 2002 CBJJ – 3rd placed
1st Challenge Cup of Jiu-Jitsu (Paulínia) – Champion complete
1st Challenge Bandsports – champion
Alliance Sao Paulo Cup 2002 – champion with and without kimono – over 80kg
Faixa Marrom
Brazilian Championship 2001 CBJJ – 3rd placed on the absolute
Nucleus Cup 2001 – Absolute Champion
Heat State of Sao Paulo 2001 – Absolute Champion
Faixa Roxa
1st Stage of the Open Circuit Paulista, 2000 – Vice-champion
10th Tournament of Alliance Jiu-Jitsu 2000 – champion
10th Tournament of Alliance Jiu-Jitsu 2000 – Absolute Champion
Open circuit Paulista 1999 – champion
3rd Stage of the Open Circuit Paulista 1999 – champion
2nd Stage of the Open Circuit Paulista 1999 – Vice-champion
Faixa Azul
7 Tournament Alliance of Jiu Jitsu – Champion
8 Tournament Alliance of Jiu Jitsu – Champion
Copa fla-company Jiu-Jitsu 1999 – Champion
Apelido The King of the Streets
Altura 1,86 m
Peso 96Kg
Nacionalidade brasileiro
Data de Nascimento 23 de Janeiro de 1961(23-01-1961) (48 anos)
Cidade Natal RJ – Brasil
Equipe/Associação Ruas Vale Tudo
Modalidade Ruas Vale Tudo, Luta Livre Esportiva
Cartel no MMA
Vitórias 8
Por Nocaute 1
Por Finalização 7
Derrotas 4
Por Nocaute 3
Por Decisão 1
Empate 0
Sem Resultado 0
Pequena Biografia e Vídeo com alguns dos melhores momentos do Marco Ruas nos Ringues de Vale tudo.
Biografia Marco Ruas
Marco Antônio de Lima Ruas é um lutador profissional de Mixed Martial Arts (Artes Marciais Misturadas) e instrutor. É famoso por ter fundado a equipe Ruas Vale Tudo, também chamada a arte marcial por ele criada – um híbrido do Jiu Jitsu brasileiro e o Muay Thai. Foi professor de diversos lutadores famosos, dentre eles: Pedro Rizzo, Renato Sobral (Babalu) e Fujita.
Marco Ruas possui um incrível conhecimento marcial, sendo:
• Faixa preta de Judô
• Faixa preta de Jiu Jitsu
• Faixa preta de Taekwondo
• Faixa preta de Luta Livre
• Mestre em Capoeira
• Mestre em Muay Thai
• Campeão carioca de Boxe
• Campeão carioca de Wrestling
Ruas competiu nos primórdios do UFC, vencendo em um combate épico o lutador Paul Varelans, na época muito mais pesado e alto. Ainda no UFC, Ruas perdeu para Oleg Taktarov, por decisão dos árbitros. Anos mais tarde, Ruas empataria com o mesmo, agora no evento World Vale Tudo Championship|WVC. Ruas retornou ao UFC para uma luta contra o ex-campeão dos pesos pesados Maurice Smith, mas acabou sendo derrotado após sofrer uma lesão no joelho o que o vez abandonar à lutar.
Marcos Ruas foi um dos primeiros lutadores, se não o primeiro a usar diferentes artes marciais em um evento de vale tudo e mostrar que um lutador poderia se aproveitar das técnicas variadas de acordo com as circunstâncias de cada luta.
No UFC 7, Ruas venceu cada lutador com estilo diferente, lutando no chão e em cima com trocação. Desde então, as chances de um atleta vencer uma luta com apenas um estilo de uma arte marcial, eram remotas. Surgia então o conceito do MMA (Artes Marciais Mistas).
Na época Ruas deixou claro esta tendência, pois sabia que se os atletas que costumavam finalizar seus adversários não se especializassem em lutas em pé, não teriam o mesmo êxito. Vimos isso quando Royce Gracie começava a ter dificuldades nos ringues do MMA.