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Royce Gracie negocia para fazer a ultima luta de sua carreira no UFC Rio 2011

O UFC Rio deverá promover a despedida do lutador mais influente da história do MMA. Em entrevista exclusiva ao site UOL Esporte, Royce Gracie admitiu que negocia com os dirigentes da entidade para ser um dos protagonistas da edição do UFC Rio. Não só isso, como o ícone do jiu-jítsu e do vale-tudo deverá realizar sua despedida oficial do esporte na Arena HSBC em agosto.

“Seria o lugar perfeito para fazer minha última luta. Nunca lutei no Rio de Janeiro e não poderia estar mais animado”, afirmou o lutador de 44 anos. “Estamos negociando, mas devemos decidir tudo em duas semanas. Tivemos só um contato inicial e ainda nem tenho adversário, mas devemos fechar isso em breve”, completou.

Royce Gracie foi um dos fundadores do UFC ao lado do irmão Rorion. O carioca venceu três das quatro primeiras edições do torneio e se consagrou como um dos maiores atletas de MMA de todos os tempos.

Atualmente, Royce Gracie divide seu tempo com seminários e treinamentos nos Estados Unidos. O lutador assegura estar em plena forma física e pronto para entrar no octógono em agosto. Seu combate será na categoria meio-médio (até 77 quilos).

“Meu peso é o mesmo de 20 anos atrás [80kg] Continuo treinando, mantendo a espada afiada. Sigo uma alimentação rigorosa. Nunca bebi, nunca fui de festas, carnaval, nada disso… Estou preparado para a luta”, ressaltou.

Royce Gracie não disputa um combate oficial desde sua vitória contra outra lenda, o japonês Kazushi Sakuraba em 2007 (após a luta, ele testou positivo no exame antidoping por uso de anabolizantes). Desde então, ficou afastado, mas nunca confirmou a aposentadoria.

Agora, o brasileiro irá negociar seu último combate com os dirigentes da entidade no UFC 129, no fim do mês, em Toronto (Canadá). Royce Gracie também deverá decidir seu oponente da despedida. Até o momento, ele conta com um cartel de 14 vitórias e duas derrotas no MMA.

O UFC Rio está marcado para o dia 27 de agosto na Arena HSBC, no Rio de Janeiro. Além de Royce Gracie, o evento deverá contar com atletas como Anderson Silva, Maurício Shogun e Rodrigo Minotauro.

 

 

Confira os vencedores do MMA Awards 2010 “Oscar” das lutas

Aconteceu nesta quarta-feira, em Las Vegas, o MMA Awards, evento que elege os melhores do ano no vale-tudo, considerado o Oscar da luta.

Nas principais categorias, José Aldo foi o maior destaque, atleta do ano, tendo batido feras como Anderson Silva. O título de melhor lutadora do ano foi para Cris Cyborg, campeã do Strikeforce.

Para quem gosta de Jiu-Jitsu, a finalização do ano ficou com Fabrício Werdum, o eficiente ataque duplo que derrubou o “Ultimo Imperador” Fedor Emelianenko. Agora, se a preferência é o nocaute, o título é de Maurício Shogun, no triunfo que valeu o cinturão de meio-pesados do UFC, contra Lyoto Machida.

Outra premiação importante, a melhor luta foi a entre Anderson Silva e Chael Sonnen, vencida pelo brasileiro nos últimos minutos, com uma chave de braço de dentro do triângulo.

Já a melhor equipe foi a Wand Fight Team, de Wanderlei Silva. O melhor evento, como todos imaginavam, saiu para o UFC, assim como Dana White, presidente da organização, ficou como melhor líder.

Veja todos os resultados do MMA Awards 2010:

Melhor árbitro de MMA: Herb Dean

Melhor marca (para treinos): Bad Boy

Melhor equipamento: Everlast

Melhor fonte de mídia: MMA Junkie

Melhor evento: UFC

Finalização do ano: Fabricio Werdum vs. Fedor Emelianenko

Academia do ano: Wand Fight Team

Jornalista do ano : Ariel Helwani, MMA Fighting

Treinador do ano: Greg Jackson

Melhor marca (Lifestyle): TapouT

Lutador internacional do ano: Alistair Overeem

Ring Girl do ano: Arianny Celeste

Líder do ano: Dana White

Entrada mais marcante: Jason Miller

Luta do ano: Anderson Silva vs. Chael Sonnen, UFC 117

Lutadora do ano: Cristiane Santos

nocaute do ano: Mauricio Rua over Lyoto Machida, UFC 113

Revelação do ano: Jon Jones

Lutador do ano: José Aldo

O lutador Dave Bautista deve ser o próximo gigante astro do pro-wrestling a migrar para o MMA

No último final de semana aconteceu mais uma edição do evento de vale-tudo Strikeforce, nos Estados Unidos, que contou com as derrotas dos brasileiros André Galvão e Gesias Cavalcante.

Até aí tudo bem, mas quem assistiu com atenção reparou que do lado de fora do octógono havia um sujeito enorme, com pinta de lutador, entre os organizadores do evento.

O grandão em questão se chama Dave Bautista, é ídolo nos EUA, ex-campeão mundial de telecatch e está prestes a assinar com a organização. Para quem acha um absurdo que um atleta de “lutas de mentira” compita em igualdade com os melhores do esporte.

Entenda o caso:

Que o MMA (sigla em inglês para Artes Marciais Mistas) é o esporte que mais cresce no mundo, quase todos já sabem. Prova disso é a intensa migração de atletas das mais variadas artes marciais para o esporte.

A relação é simples e direta: à medida que o vale-tudo se torna mais rentável do que os outros esportes de luta, o interesse pela modalidade aumenta. Do jiu-jitsu, os melhores sempre se destacaram e partiram para o MMA. Murilo Bustamante, Minotauro, Fabrício Werdum, Jacaré e Roger Gracie comprovam a tese.

O wrestling (ou luta greco-romana) já emprestou alguns atletas olímpicos como Randy Couture, Dan Henderson e Matt Lindland, que conquistaram títulos nos ringues e octógonos dos EUA.

Mas, ao que tudo indica, uma nova “arte marcial” parece formar futuros campeões. Trata-se do pro-wrestling (ou telecatch), aquelas lutas de marmelada que foram febre no Brasil na década de 1960 e que ainda arrastam multidões aos estádios dos EUA.

Mas, como dito anteriormente, os valores das bolsas do MMA chamam a atenção. O japonês Kazushi Sakuraba foi o primeiro a trocar as lutas de mentira por combates reais com sucesso e, na última década, venceu quatro representantes da família Gracie.

Entre os americanos, Brock Lesnar é o grande destaque. Dono de uma força descomunal, o gigante de mais de 140 kg de músculo é o atual campeão dos pesados do UFC – maior evento de vale-tudo do mundo -, tendo feito apenas seis combates.

Citado no início da matéria, Dave Bautista é a nova aposta de sucesso para esta transição. Multicampeão da modalidade, ele consegue ser ainda mais alto e pesado do que Brock.

A vantagem de Brock, e dos demais atletas de telecatch, é que essa mistura de encenação teatral, combate e práticas circenses proporciona um condicionamento físico acima da média, tanto que lutadores muito fortes e grandes como Brock desenvolvem agilidade e velocidade de um atleta meio-pesado (93 kg). Só resta uma indagação ao ver os resultados: estamos vendo uma revolução no esporte?